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Artista: SANTVS Captação e Montagem: Rafael Ruggie (TecerMais) Trilha Sonora: Diego Pasini (Inti Sonoro) Na dança de dois elementos, água e terra; o primeiro, fluido, dinâmico, instável, envolvente; o outro, firme, denso, inabalável, sustentador; se forma um reino escuro, de entrelaçadas qualidades opostas, onde a moralidade nem se atreveria a contestar seus atributos. Esse elemento possui poderes ilimitados, todas suas potências criadoras não manifestadas se remexem e se fundem em infinitas possibilidade. A escuridão, é sua maternidade, onde anjos e demônios não se diferem, apenas dançam com um corpo só. O caos é seu pai, as variáveis, seus irmãos. Só existe um caminho para a criação, e ela o obriga a passar pelo pântano de seus impulsos mais latentes. É dessa sujeira imensurável, que Deus criou o homem. Essa energia escura, permite ver seus aspectos mais divinos, e ao mesmo tempo, mais profanos, quando ainda são apenas luz indiferenciada. Ela é concebida nas profundezas abissais do mistério cósmico, e instintivamente se eleva em uma erupção corpulenta para se tornar luz. A pesquisa sobre a Lama é uma série que explora nosso lado mais intuitivo, cru e liberto de quaisquer barreiras. Ela vagueia pelo impulso natural de nosso ser, nos ensinando a triunfar o medo. Não poderia ser outra coisa que não fosse uma pesquisa, pois não há apego com o resultado, e sim, com a experiência, a presença, transformando o “erro” em “acerto”. Uma vez que não existem parâmetros que delimitam o que é "o erro", tudo se faz possível. Nestas obras, o artista rompe com seus formatos anteriores de trabalho, se engajando no papel de explorador, acima de tudo, um pesquisador de si ao aceitar o desafio e pintar sem simbolismos ou composições premeditadas. Busca com a fluidez meditativa desenvolver trabalhos desprendidos do ideal alheio. O objetivo é o processo profundo de auto exploração em busca de novas facetas. Como a flor de lótus, que nasce da lama, do pântano, e aflora sem nenhuma sujeira em suas pétalas, as obras de Santvs se alternam entre céu e inferno, e muitas vezes conseguimos enxergar beleza nas trevas e deformidades no paraíso. A pesquisa aqui, significa um “estado” de ser, de presença, de solitude, uma ferramenta de auto exploração, meditação e experimentação, de erros e acertos que se misturam. A pesquisa é o submarino, e a lama...é por onde ele viaja."